sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Será que é Amor?


Eu tenho tanto pra te falar
Não sei por onde vou começar
Toda hora que eu te vejo
Quase morro de desejo
Acho que é paixão
A timidez tentou me calar
Mas desta vez não posso guardar
Toda hora eu te admiro
Toda hora eu te respiro
Acho que é paixão

Será que é amor
Parece muito mais
Meu anjo minha flor
Minha canção de paz
A luz do teu olhar
Clareia o meu viver
Não posso mais ficar sem você
Não deixa o nosso desejo virar poeira
Um oceano de amor que não pode secar
Minha paixão eu te juro é pra vida inteira
E você pode usar e abusar de amar

Thaís Duarte (L)

Composição: Arlindo Cruz

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Silêncio

Silêncio é tudo aquilo, que por algum motivo, ficou calado…
Silêncio é a vontade [vencida], de dizer algo que se tem vontade.. Mas que mesmo antes de sair, boca afora, é engolido de volta… É o nó na garganta!
O silêncio é cheio de rancor, e de vontades não realizadas.
O silêncio, é a lembrança constante, de que algo deveria ter sido dito, feito.
Silêncio é o medo de ouvir coisas que não se quer. É o medo de perder o que já se conquistou…

Meu silêncio é doído, dói tanto.. E acaba explodindo, por dentro!
Preciso aprender a cuspir meu silêncio, para acabar com essa agonia, deixar a bomba explodir, em outro lugar… Mas o medo de magoar, me pega de jeito… e por isso, continuo a me ferir por dentro.
Prefiro o silêncio, à uma discussão, não gosto de sentir que minhas palavras ferem… E meu silêncio, fere apenas a mim mesmo…

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Reverência ao destino


Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.

Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.
Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.
Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...
Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.
Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.
Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.
Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.
Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.
Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.
Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.
Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.
Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.

Carlos Drummond de Andrade

Agoras!



Pense... Você já se arrependeu de, em determinadas circunstâncias, não ter tomado atitudes que viessem, de alguma forma, melhorar a sua vida?
Quando fazemos exame de consciência, lembramo-nos de vários AGORAS que foram perdidos e que não voltam mais. Que o arrependimento de não ter tido, não ter sido, não ter feito, não ter aceitado costuma ser doloroso e profundo.
Na realidade, o que nos impede, na maioria das vezes, de ter o que queremos, ser o que sonhamos, fazer o que pensamos e aceitar com o coração é a ousadia que não cultivamos.
A ousadia, geralmente, é escrava do medo. Quantas vezes perdemos a oportunidade de ser feliz, pelo medo de ter a ousadia de amar.
Medo de ousar porque o objeto do amor era mais bonito, mais rico, mais jovem, mais velho, mais culto, menos culto...e aí...o tempo passou e o AGORA também...
Quantas vezes perdemos a oportunidade de realizar um grande sonho, por não ter a coragem de ousar, de arriscar, deixando para depois ou para mais tarde o que deveria ser naquele AGORA....
Quantas vezes não pronunciamos, no momento oportuno, as palavras que gostaríamos de dizer, pelo medo de parecer ridículos e imaturos...
Quantas vezes ficamos, porque temos medo de partir.
Quantas vezes partimos porque temos medo de ficar...
Quantas vezes dizemos baixinho o que, na realidade, gostaríamos de gritar.
Quantos AGORAS perdemos esquecendo que o risco pode ser a salvação de muitas alegrias de nossas vidas.
O medo que nos impede de ser ousados no AGORA, também está nos impedindo de ver a linda pessoa que poderemos ser.

by Jefferson Stünner.

Recomeço


Muitas vezes acontecem coisas em nossas vidas que nos deixam revoltados e tristes.

Coisas que nos deixam sem vontade nenhuma de acreditar nos sentimentos de outra pessoa, coisas que deixam nosso coração frio e sem a menor vontade de pensar em outra pessoa ou outro relacionamento. Nestas horas, podemos ver que nossa vida se transforma em um longo e solitário inverno.

Porém, quando a consciência desabrocha, como uma flor no início da primavera, passamos a entender os fatos que acontecem em nossas vidas, não que os aceitamos, mas sim que tentamos ver com outros olhos tudo que aconteceu.
Deste dia em diante o que antes era revolta se torna compreensão, e a tristeza que antes tomava conta de nossos corações, aos poucos se torna uma alavanca para enfrentarmos os desafios que a vida nos oferece. E com este novo sentimento que nasce em nossos corações conseguimos arrumar forças para levantar e dizer a todos que estão a nossa volta Estou vivo!
O que realmente deve importar nestes momentos é sempre lembrar que algumas pessoas entram em nossas vidas por um simples acaso, mas não é por este mesmo simples acaso que elas continuam ao nosso lado.
Quando estas pessoas se vão, como as águas de um rio, não entendemos ou não queremos entender o porque delas desejarem partir, porque desejamos que elas sempre estejam dentro de nossos corações. Mas devemos pensar bem, pois se tentarmos represar a água de um rio e não deixarmos um local por onde o excesso possa fluir, os resultados podem ser devastadores.
Por isso, não fique triste quando as pessoas queridas irem embora, tente entender que o mundo abre uma nova porta para que se conheça novas pessoas e novos lugares a cada minuto em sua vida.
Tente se basear no exemplo de um simples amanhecer, embora aconteça todas as manhãs, são poucas as pessoas que podem testemunhar a beleza que é quando a noite se vai dando lugar aos primeiros minutos do dia.
Ainda são poucas as pessoas que podem falar sobre a simplicidade com que a natureza orquestra o maior de todos os espetáculos... A VIDA!
Alegre-se a cada nova manhã pense que com um novo dia pode-se começar uma nova vida.
Mas começar sem os erros de antes, começar sem medo do que pode vir a acontecer, viver um dia de cada vez e sempre olhando para frente, simplesmente começar.